Pular para o conteúdo principal

Digital paint study with Krita

 Saudações visitantes!

Hoje, quero mostrar um pouco do que estou fazendo para estudar pintura digital, além de falar um pouco sobre o programa que tenho usado, o Krita.


Como referência, usei uma foto de um dos músicos mais importantes da cena do RAP no Brasil, o Criolo. Ele é um dos primeiros rappers brasileiros dessa geração recente com que tive contato e um dos que mais gostei.

A seguir, vocês podem conferir o resultado final da pintura. Em certo ponto, parei de pintar (juro, não é preguiça), comecei a fazer detalhes demais e essa não era a ideia do estudo. Na camisa por exemplo, apenas sugeri o volume e me obriguei a não fazer nenhum detalhe nela.
Apesar de estar pintando no computador, fiz esse trabalho como faria se fosse com tinta em papel e, nesse ponto, o Krita é fantástico. Ele tem uma ferramenta que possibilita importar uma imagem de referência e deixá-la fora da área de pintura (e isso é muito bom). Minha referência de desenho principal era em preto e branco, então já possuía o guia para os volumes. Por isso procurei outra foto para usar como referência para a cor da pele dele.
ESBOÇO
As ferramentas de desenho do Krita também são excelentes. Ele contém uma boa variedade de  brushes que simulam materiais como lápis de grafite duro ou macio, lápis pastel seco e até oleoso. Os brushes do Krita são um deleite à parte. E apesar de ter demorado um pouco para me adaptar ao uso do programa em si, os brushes e as funcionalidades dele sempre se destacaram. Ele tem praticamente qualquer tipo de simulação de material, desde a pintura com aquarela ao pastel seco e o aerógrafo. Todos bem calibrados, com funcionamento próximo aos materiais reais e totalmente personalizáveis.
COR BASE
Além dos brushes, ele tem todos os recursos de edição de camadas, máscaras, aplicação de filtros de cor e modos de mesclagem que os demais programas de edição e pintura têm. Você só precisa se adaptar ao modo com que ele usa esse recursos, assim que entender isso, verá quão prático ele é.
VOLUMES
Essa pintura do Criolo, por exemplo, foi feita usando o material que simula Giz Pastel Seco, o modelo de pincel que mais gostei do Krita. Pretendo usar os demais em outros trabalhos, mas adotei esse como o meu pincel principal (todo munso tem um). Além dele, escolhi outras ferramentas práticas como um modelo de blender, alguns lápis para desenho e algumas ferramentas especiais, como um brush que distorce partes da pintura (como no Liquify do Photoshop).
TEXTURA
Além de possuir licença GNU, o Krita é muito leve e tem qualquer recurso de pintura que somente nos últimos anos foram adicionados ao Photoshop, como a estabilização de traço, além do círculo de cores especial. Tenho um notebook bem defasado e trabalho com o Krita sem nenhum erro, o programa é muto leve e trabalha inclusive com arquivos do Photoshop.

Apesar de ainda usar o Photoshop para trabalhar editando imagens, o Krita se tornou meu programa para pintura digital favorito, sobrepujando inclusive, o PaintTool SAI.

E aí, gostaram do estudo e da paleta análoga com que trabalhei? Se resolverem testar o Krita, comentem aí e me digamo que mais gostaram nele.

Abraços!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Oil Pastel

Saudações caros visitantes! Até cerca de uma semana atrás, dos materiais que eu possuo, acreditava que os pasteis oleosos eram os mais difíceis de se utilizar. Tentei aprender como funcionavam em três oportunidades diferentes e em nenhuma delas, obtive resultados satisfatórios. Mas isso mudou quando resolvi me desafiar. No início, fiz testes explorando as variações de cores disponíveis em desenhos bem simples. E a medida que comecei a entender melhor como utilizar o material, me arrisquei em pinturas mais complexas como a desse peixe logo acima. A seguir, o desenho à direita (a fruta de uma árvore de cacau), foi o primeiro desafio que me propus com os gizes. Usei basicamente as cores amareladas, avermelhadas e marrons, além do branco. O desenho à esquerda, foi o segundo realizado com os pasteis. Nele, testei basicamente os amarelos e o branco. A seguir, nos desenhos à esquerda, fiz testes com os gizes que possuem cores avermelhadas e esverdeadas. Já no desenho da direit

Boitatá | Gouache

Saudações visitantes! Vocês já assistiram alguma série que os deixou animados? Loucos para verem o próximo episódio? Então, assisti recentemente a série  Cidade Invisível , da Netflix. Ela foi inspirada no folclore brasileiro e apesar de não ter o roteiro perfeito, me deixou empolgadíssimo. Chegou ao ponto de postergar a conclusão da série a fim de saborear melhor a história e os personagens. Enfim, todo esse hype me fez criar a pintura que vêm a seguir. Ela foi inspirada pela lenda do Boitatá, uma criatura mítica do nosso folclore e que, apesar de não aparecer na série (ainda), é uma das minhas preferidas. Segundo a Wikipedia: Boitatá é um termo tupi-guarani , usado para designar, em todo o Brasil, o fenômeno do fogo-fátuo , e deste derivando algumas entidades míticas, das primeiras registradas no país. - FONTE . Para compor a pintura, usei fotos de referência da floresta amazônica e de algumas cobras. Queria representar um ambiente escuro para que o brilho do fogo se destacasse e e

Still life | Oil pastel

Saudações visitantes! Recentemente, houve um aumento considerável de acessos à postagem sobre pastel oleoso . Aí pensei: como o pessoal gostou do conteúdo, vou fazer mais um trabalho com pastel oleoso demonstrando minha evolução depois daqueles estudos, a fim de provar que o tempo pode maturar o conhecimento sobre algo. Há, estou reorganizando as postagens e "catalogando-as" por temas, como: Aquarela , Guache , etc. Basta conferirem no canto direito da tela em Marcadores . Foi a forma que encontrei para diminuir o caminho entre vocês e o que tenho à falar sobre esses assuntos. Bom, vamos à pintura. Pastel oleoso sobre papel Kraft 180 g - 297 x 210 mm