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The return?

Saudações caros visitantes!

Por vários motivos, faz um bom tempo que não publico nada aqui e apesar de saber que para quem visita o blog, essa ausência pareça descaso, afirmo que não é. Como todo adulto em certos períodos de sua vida, nos últimos anos, a minha passou por mudanças que me roubaram boa parte do tempo e da empolgação que tinha para compartilhar meus conhecimentos sobre arte. Esse era o ideal que alimentou o cerne deste blog por um bom tempo. Ato este, que me deixava muito feliz no começo e que depois de um tempo, por cobranças pessoais, se tornou um fardo.

Algumas dessas mudanças também me propiciaram ter acesso a muitas coisas que eu não tinha antigamente, inclusive materialmente. Mas uma das coisas que mais mudaram, foi a intensidade com que o cansaço existencial afeta minha mente. Hoje, mais velho, mais vivido e mais cansado, tenho experiências que não só enriquecem minha mente, mas que também aumentam o peso de cada passo que dou. E nem vou usar esse post para falar sobre a pandemia, isso ainda "vai render pano para muita roupa". (Sim! Adaptei o ditado para que em uma possível tradução, ele possa ser compreendido. É eu também virei o "cara" dos ditados, a idade propicia isso, acostumem-se.)

E é por causa desse cansaço, que eu pretendo voltar a publicar coisas no blog com mais frequência. Sinto que estou à beira de um "burnout" e isso está me deixando preocupado. Estou extremamente irritado, confuso, triste, ansioso e nunca como agora, me senti tão sem esperança para com o futuro. Sequer me reconheço mais. A sensação que perdura, é de que há um grande vazio crescendo dentro de mim e de que não há nada que eu jogue dentro dele que o faça diminuir. 

Às vezes, vem à minha mente uma imagem bem peculiar, a de um balde imenso que represa ácido, lava, ou veneno, não importa o material, imagine algo tóxico sendo represado nesse balde. Toda vez que acontece algo que me deixa triste, cai uma gota nesse balde e um pouco de seu conteúdo derrama, mas esse conteúdo está tão tóxico, que quando ele atinge alguém, machuca com mais intensidade do que eu posso controlar.

O retorno ao blog é o retorno às coisas que me deixavam feliz antigamente, uma tentativa de purificar o conteúdo daquele balde para que ele não seja mais tóxico e para que não entorne definitivamente, transformando-se em uma grande enchente. De certa forma, a ideia é fazer uma desconstrução do que me tornei para descobrir como posso ser algo melhor num futuro não tão distante.

Não vou mais usar esse blog somente para compartilhar o que aprendo sobre arte. Sei que posso fazer mais do que isso de agora em diante. Quero mostrar como estou me sentindo, o que gosto, o que vejo e também o que me deixa triste.

Você deve estar se perguntando se vou usar o blog como objeto de terapia? Sim! Estou precisando fazer isso agora. Mas eu lhe pergunto: por que eu não deveria fazer isso? Compartilhar vivência também aumenta nossos conhecimentos. Já compartilhei tanta coisa inútil e hoje em dia isso é tão comum, dá dinheiro inclusive. Por que não compartilhar coisas que talvez ajudem outras pessoas a se tornarem pessoas melhores. Por que qual é o objetivo da vida, senão o de se tornar hoje, uma pessoa melhor que ontem?

Enfim, me desculpem pelo texto imenso. Tem muita coisa represada aqui dentro, inclusive, conhecimento sobre arte. Quero compartilhar isso com vocês e lhes convido a compartilhar algo comigo também. A seção de comentários vai ficar disponível para isso também. Estou pensando inclusive, em disponibilizar um e-mail para que vocês possam conversar comigo e quem sabe em um futuro não tão distante, algo mais próximo como um chat, sei lá. Tudo é possível!

Espero que continuem acompanhando o blog e meu crescimento pessoal, agora não mais somente na arte.

Abraços e até breve, espero e desejo que muito em breve.

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