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Sobre paisagens e evolução

Saudações visitantes!

Hoje, quero falar um pouco sobre evolução, não a científica, mas àquela que acontece quando praticamos demais algumas habilidades que adquirimos na vida, como o desenho e a pintura. Essa história de dom não existe, tudo é prática e esforço.

Recentemente fiz três estudos de pintura de paisagem, um sobre um cenário do filme A Viagem de Chihiro do estúdio Ghibli, outro sobre a igreja e lagoa que são alguns dos símbolos da cidade em que vivo, além de uma pintura de um campo qualquer. E cheguei a constatação de que enfim alcancei o nível de pintura (utilizando guache) que sempre quis.

Os filmes dos estúdio Ghibli, em especial A Viagem de Chihiro e o Castelo Animado foram essenciais para mim, pois são algumas das minhas principais influências quando o assunto é pintura de cenários com guache. Depois de descobrir como esses cenários eram pintados, estudei com guache o máximo possível para tentar entender as técnicas e os materiais necessários para se fazer algo assim e enfim estou obtendo bons resultados. E é sobre isso que quero falar hoje.

O cenário acima é um recorte do filme A Viagem de Chihiro, pose capturada durante o trajeto de trem até a casa da vovó Zeniba. Ele não ficou idêntico a pintura original, mas ficou bem próximo, inclusive as cores.


Como de costume, a edição dessa imagem, para passar pela tela, a mesma sensação das cores reais foi complicada, mas consegui chegar próximo e isso é uma boa coisa.


A segunda pintura, da Igreja São Francisco de Assis na Lagoa da Pampulha foi feita logo em seguida. Queria muito pintar algo real, algo que posso ver fisicamente se quiser e achei essa referência obtida no site Sou BH excelente para o estudo.


Essa pintura selou os conhecimentos obtidos nos estudos anteriores, tanto para pintura de matas quanto de água, ou seja, o que foi difícil nos outros estudos, nesse já estava estabelecido na mente e funcionou perfeitamente.


Como disse anteriormente, esses dois últimos estudos mostraram que consigo fazer pinturas de cenários fictícios ou reais com boa qualidade visual e isso me deixa muito feliz. E tudo começou no primeiro estudo que fiz utilizando esses conhecimentos, que podem ver a seguir.


Essa pintura foi feita com o intuito de estudar como representar grama, folhas, arbustos e similares, além de estudar como pintar a superfície da água, como em rios e lagos.


E com esse estudo comecei a perceber que alguma coisa estava mudando dentro de mim, comecei a entender como usar "esses recursos e fazê-los funcionarem para mim" e isso foi incrível.


Bom, para encerrar esse post, deixo a dica que sempre dou quando me perguntam como melhorar o desenho e a pintura? E a resposta é simples, faça isso todo dia! Depois de um tempo, seu cérebro entende como criar atalhos para obter resultados melhores mais rápido, você se habitua ao material e às ferramentas que tem e daí para você fazer qualquer coisa que quiser é fácil. E não se esqueça de estudar os fundamentos do desenho, isso é muito importante.

Abraços e até breve!

Comentários

  1. Trabalhos sensacionais.

    O cenário da animação do Chihiro dá impressão de que está sob a luz do sol. A canvas da igreja me impressionou o efeito de água e na terceira pintura, chamou-me a atenção a riqueza de detalhes.

    Concordo que a prática constante nos faz progredir. A arte precisa de devoção e esforço. Elementos que acredito que você tem de sobra!

    Belo post!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Valeu Andy!!!

      Sempre achei esse cenário de Chihiro incrível. Passava tanto a sensação de calmaria e com tão pouco que me impressionou. Ele foi o primeiro tapa na cara que recebi quando assisti o filme e fiquei apaixonado instantaneamente. Quanto a pintura da igreja, escolhi essa foto de referência justamente pelo efeito que tinha na água. Achei incrível e queria tentar representar com tinta. Já a terceira, foram justamente nos detalhes mesmo que eu foquei. Nas pinturas seguintes, já não me preocupei tanto assim com detalhes, eles podem ser sugeridos e isso já esta bom para mim.

      Agora, estou tentando praticar a criação de cenários sem referência. Vamos ver no que vai dar.

      Abração!

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