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Lélia Gonzalez

Saudações caros visitantes!

Para quem me acompanha pelo Instagram, sabe que estou fazendo uma série de trabalhos sobre retratos de pessoas, ícones do cinema, dramaturgia, teatro, música, etc. Já pintei com guache, aquarela, usei um pouco de lápis de cor e agora, resolvi usar um pouco de grafite também. Esse é o sexto trabalho dessa série e, de acordo com meus planos, ela terá dez itens.
 
Depois de pintar o ator Jamie Fox interpretando Django, resolvi que faria alguns trabalhos sobre pessoas pretas ou cuja cor de pele, fossem mais próximas às minhas. E não poderia deixar de fazer uma homenagem à Lélia Gonzalez, mineira, belo-horizontina e que em conjunto à outros militantes, fundou em 1978 o Movimento Negro Unificado contra a Discriminação Racial (MNUCDR ou MNU).


A história brasileira, oculta a importância que pessoas de pele preta têm. Isso é um absurdo, mas faz parte da nossa história. Ao invés de homenagear pessoas como a Lélia, fazem homenagens à estupradores e assassinos, como os bandeirantes, ou incontáveis outros, que dão nomes à ruas, praças e monumentos.

Mas cabe à nós, pessoas de cor, lembrar aos outros que existimos e que essas pessoas, foram e sempre serão grandes pessoas, grandes pretos, pretas e pessoas de cor. É engraçado, por que no Brasil, não posso falar que sou preto, tão pouco posso falar que sou branco, mas já senti diversas vezes na pele, o tratamento diferenciado que pessoas de cor recebem ao entrarem em uma loja ou estabelecimento. Precisamos lutar contra isso!


Enfim, essa é minha singela homenagem à Lélia, voltei às minhas origens artísticas para isso e usei o grafite para fazer essa representação. Não uso grafite há um bom tempo, espero que o resultado tenha ficado interessante.


Trabalhei em uma folha Canson Layout 180 g - A4 e usei apenas os lápis de grafite da Staedtler nas durezas: 2H, HB, 2B, 4B e 6B.
 
Abraços e até breve!

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