Abóbora | Pintura digital do esboço à finalização

Saudações visitantes!

Conforme prometido, vou destrinchar meu processo de pintura digital usando a abóbora que postei recentemente no Instagram.

Tudo começa com a escolha da(s) referência(s) que você vai utilizar para criar a pintura. Gaste muito tempo nesse processo, a chance do seu trabalho ficar melhor por conta disso, é alta. Então vale o custo. No caso da pintura que fiz, apenas tentei reproduzir digitalmente a imagem da abóbora, por isso escolhi apenas uma imagem qualquer como referência. Pois o foco da pintura não era o resultado final, mas sim o processo. Nesse caso, uma pesquisa no Google ou no Pinterest resolve.

Usei o Photoshop para criar e refinar o esboço para definir melhor o contorno do desenho e para sugerir um pouco do volume da imagem.

Em seguida, com a ferramenta laço, desenhei e separei em três níveis o que seria pintado. Mas aqui, depende da sua experiência com o software, se quiser pode desenhar usando o Bézier e criar formas vetoriais modificáveis. Como eu precisava de algo simples e rápido, usei o laço para criar três camadas: a parte frontal, o caule e o verso da abóbora. Isso pode ser chato, mas ajuda na hora de fazer correções ou alterações, caso esteja fazendo um trabalho para um cliente. Quanto mais divisões da ilustração criar, melhor será. Procure organizar seu trabalho, use diversas camadas e pastas. Mantenha seu trabalho limpo e classificado, isso ajuda demais em possíveis alterações futuras.

Nesse ponto da pintura, também selecionei as cores que definem o volume das formas. Isso facilita na hora de pintar e manter os mesmos tons. Mas isso é algo que eu gosto de fazer, se você quiser trabalhar com as amostras do software ou usar os círculo de cor enquanto pinta, fique à vontade.

Depois de separar as formas básicas migrei para o Paint ToolSAI e criei uma camada para cada área. E assim construí o volume que dá forma à imagem. Nessas camadas, trabalho dos valores médios aos extremamente baixos, ou seja, trabalho com as sombras do objeto. E aqui, fica à sua disposição usar o software conforme desejar, no Photoshop, você pode usar máscara de camada ou máscara do corte, no PaintToolSai também. Já no Corel Painter, só encontrei a função de máscara de camada/forma, mas as possibilidades são infinitas. Você pode duplicar a camada que será pintada e bloquear a opção de Pixels transparentes dela para pintar apenas dentro da área selecionada. Enfim, seja criativo.

Depois de definir os volumes, eu crio outras camadas para construir os valores altos, ou seja, as luzes das formas.

Você ainda pode criar subcamadas com luzes rebatidas, texturas, padrões, etc. A vitória da pintura digital sobre a tradicional, é o uso de camadas e o fato de poder controlar a interação entre elas. Não utilizar esse recurso é como saber ler e não ler. Já pintei digitalmente sem o uso de camadas, inclusive, quando estou pintado apenas para mim, faço isso para sentir a mesma emoção da pintura tradicional, em que cada pincelada precisa ser dada no lugar certo. Mas para fins comerciais, eu não recomendo.

Depois de trabalhar nas três camadas conforme dito anteriormente, crio outra camada sobre elas para fazer correções ou aplicações de detalhes que unifiquem a pintura. E por fim, para deixar o trabalho com uma sensação mais natural, utilizo uma mascara em todo o contorno da forma para “destruir” as bordas da pintura com o mesmo pincel que usei para pintar na parte interna.

Conforme prometido, a seguir vejam os pinceis que criei no ToolSai e que usei para fazer essa pintura. Em casa, preciso trabalhar com o ele por que meu notebook não é uma Ferrari. O ToolSai é totalmente personalizável, funcional, leve e tem uma excelente interação com o Photoshop.


Enfim, esse é o meu processo de pintura digital, ele não é uma regra, é apenas uma orientação. Que tal desenvolver o seu e compartilhar conosco?

E lembre-se, softwares e pinceis são apenas ferramentas, não importa qual você usa, o que realmente importa, é a forma como você os entende e os utiliza a seu favor. Quem cria a pintura, não é o software, é você.

Abraços e até breve.

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