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Giz Pastel Oleoso

Saudações caros visitantes!

Até cerca de uma semana atrás, dos materiais que eu possuo, acreditava que os pasteis oleosos eram os mais difíceis de se utilizar. Tentei aprender como funcionavam em três oportunidades diferentes e em nenhuma delas, obtive resultados satisfatórios. Mas isso mudou quando resolvi me desafiar.


No início, fiz testes explorando as variações de cores disponíveis em desenhos bem simples. E a medida que comecei a entender melhor como utilizar o material, me arrisquei em pinturas mais complexas como a desse peixe logo acima.


A seguir, o desenho à direita (a fruta de uma árvore de cacau), foi o primeiro desafio que me propus com os gizes. Usei basicamente as cores amareladas, avermelhadas e marrons, além do branco. O desenho à esquerda, foi o segundo realizado com os pasteis. Nele, testei basicamente os amarelos e o branco.


A seguir, nos desenhos à esquerda, fiz testes com os gizes que possuem cores avermelhadas e esverdeadas. Já no desenho da direita, fiz testes com os cinzas e marrons.


O peixe que exibi no início da postagem, fiz para testar os azuis, roxos e rosas. Além disso, experimentei um pouco o verde-água ou verde-turquesa, que é  muito bonito.

Nesses estudos, usei os gizes pasteis oleosos da Pentel, considerados materiais de Nível Estudante, ou seja, acima, dos materiais escolares ou para crianças. Esses gizes são carregados de pigmentos, por isso, mesmo trabalhando em um papel pardo, eles não tiveram o menor problema para cobrir sua superfície completamente.

Além de todo o poder de opacidade desse material, eles possuem cores vivas e intensas. E no próximo e último estudo, experimentei diminuir essa intensidade, para que pudesse usar os gizes pasteis oleosos em pinturas "realistas".


E enfim, concluo minha avaliação desse material descrevendo seus pontos fortes e fracos, e espero que assim você possa ter uma noção melhor sobre eles,l antes de adquirí-los.
  • O giz pastel oleoso da Pentel é extremamente pigmentado;
  • Eles são macios e aveludados;
  • Funcionam melhor em papeis texturizados e coloridos;
  • O estojo, apesar de ser simples, feito de papel e plástico, foi bem pensado para manter os gizes seguros e separados e funciona muito bem;
  • Podem ser mesclados com óleo, solvente para tinta óleo, esfuminho, com o dedo ou com os próprios gizes;
  • Cada giz, traz em seu envólucro, seu nome e número de cor;
  • São disponibilizados em estojos cpm quantidades variadas (12, 24, 36 e 49);
  • São materiais relativamente baratos.
 


Mas nem tudo são flores, certo?
  • Como os gizes são extremamente macios, eles são consumidos rapidamente;
  • O giz branco é a cor que eu mais utilizo, consequentemente, acaba mais rápido (veja a seguir o que sobrou dele depois desses estudos);
  • Não são vendidos à unidade, apenas em estojos, então não é possível repor as cores que acabam;
  • O giz pastel oleoso não seca a ponto de não precisar de verniz, por isso, para não perder seus desenhos e pinturas, ou sujar tudo, vai precisar envernizar os trabalhos;
  • Há não ser que se trabalhe com um pincel (ou esfuminho pequeno) e com parte do giz diluído com solvente, não é possível trabalhar com detalhes nas pinturas (Ou seriam desenhos?), por isso, o ideal é que se trabalhe com formatos maiores de suporte;
  • Algumas cores não possuem o mesmo poder de opacidade das outras.


Bom, agora que vocês receberam as "informações técnicas" sobre os gizes, vamos a minha opinião tendenciosa sobre esse materiais tão complexos.

Agora, posso dizer que adorei usar giz pastel oleoso. Testei eles quando comprei e por não ter entendido bem o funcionamento, acabei desenvolvendo uma visão negativa. Nada como um segundo olhar  para desanuviar a visão.

Eu recomendo muito esse material e se forem comprar, peguem logo a caixa com 50 gizes (48 cores + 2 gizes brancos). Giz pastel oleoso é o tipo de material que quanto mais cores prontas tiver, melhor e mais prático se torna o uso. Comprei a caixa de 36 cores, mas se soubesse disso, teria comprado a maior.

Outra coisa, não tenha dó de gastar o giz, sua experiência com pastel oleoso só será proveitosa se fizer empastes bem carregados. Por isso meu branco está pela metade.

Você pode selar a pintura e aplicar outras camadas de giz por cima. Esse recurso ajuda muito quando chegamos ao limite de empastes de algumas áreas, você saberá disso, quando o giz começar a arrancar as camadas inferiores.

Experimentei mesclar as pinturas com os próprios gizes, com o dedo e com esfuminho. O único método de que gostei, foi o que utiliza o próprio giz. Os outros métodos são muito trabalhosos para um material tão prático. Usar óleo e solvente então, esta fora de cogitação. 

Expero que tenham gostado da avaliação.  Não me contive, falei sobre tudo que tive vontade. Ninguém é obrigado a ler, certo?

Se tiverem alguma dúvida, os comentários estão aí.

Abraços para todos e até breve.

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