Comics?

Saudações visitantes!

Faz um bom tempo que não publico nada, ando estudando pintura e desenho natural, além das responsabilidades do trabalho, da casa em construção e do futuro, cada dia mais incerto para nós brasileiros. Mas continuo vivo...

Tive a ideia de fazer uma tirinha (minha primeira) a partir de um sentimento que volta e meia, toma conta de mim. A sensação de trabalhar no lugar errado e com a profissão errada. Geralmente, depois de um ou dois dias de angústia, lembro que tenho contas para pagar como todo mundo e inevitavelmente, o sentimento passa.

Dessa vez, resolvi transformar esse sentimento em uma tirinha (que pode ou não se tornar uma série). Como de costume, fiz o desenho no papel para esboços, transferi para o papel resistente e resolvi pintar com guache, embora utilize essa técnica há muito tempo, a pintura não me agradou e a ideia degringolou. A solução: fazer um novo desenho no Photoshop. Enfim, a tirinha nasceu.

Desenho pronto, eu tinha duas opções, realizar outro estudo ou pintar o desenho conforme o que já aprendi sobre pintura digital. Bom, precisei de um segundo para decidir o que fazer e resolvi estudar mais um pouco.

A primeira parte do estudo foi realizada no PaintTool SAI, onde criei três pinceis para arte final ou lineart e estava louco para testá-los.
Lineart é uma das habilidades de desenho que eu não domino bem, então o resultado do estudo não poderia ser melhor. Fiquei super feliz! Um dos pinceis, o que simula usar nanquim com pincel de pelo de marta, dá gosto de usar.

A tirinha estava pronta, mas ainda não era suficiente, então aproveitei o desenho para fazer mais três estudos.

O primeiro estudo consistia em pintar o desenho utilizando um pincel que criei para o Photoshop e que simula marcadores COPIC. Um dos meus maiores orgulhos em questão de criação de pinceis para o Photoshop. Não dá para explicar, você precisaria usar COPIC e depois usar o pincel para entender o motivo. Eis o resultado da pintura:

Os próximos estudos foram realizados para testar dois pincéis que obtive na internet, um pacote do Kyle T. Webster. Digamos assim, eu sempre gostei de criar meus próprios pinceis por que queria que eles fossem idênticos dos materiais reais. Depois que eu conheci esse pack, o tempo parou, o ar ficou mais denso e eu percebi que não precisava mais criar pincéis, alguém já havia feito isso e muito bem.

Os primeiros pinceis que testei, foram os que simulam aquarela. Vou resumir, eles são perfeitos! Mesmo que você não consiga observar isso pelo desenho.
Em seguida, testei os pinceis que foram criados com recursos voltados para o desenvolvimento de Manga e eles me deixaram sem fôlego. Quase fiz engenharia reversa para entender por que eles são tão bons, mas desisti, posso usá-los e é isso que importa.
Espero que tenham gostado dos estudos. O que começou como terapia, virou estudo, virou postagem e eu adorei.

Abraços e um ótimo fim de semana para todos.


2 comentários:

  1. Mateus, também começo meus processos no papel. Até quando o resultado final é pro digital, o papel fica de alguma forma no meio do caminho.

    Enfim, sobre a primeira imagem e o brush que simula pincel pelo de marta com nanquim, achei lindo! Esse tipo de lineart é bacana pois o próprio pincel faz variação de peso da linha. A vantagem do digital é poder apagar facilmente quando não dá certo, enquanto no "tradicional" isso é um pouco mais difícil.

    Nos demais, gostei de como você preencheu o fundo da tirinha com textura para dar ideia de cenário. Sem contar que a ideia da tirinha em si é muito boa! Vivo em constante questionamento sobre meu trabalho, porque ultimamente tem sido muito difícil conseguir projetos novos pra desenvolver. Porém, não consigo me imaginar/ver fazendo outras coisas, entende? Essa parte ligada à Arte não sai de mim. (T_T)

    Parabéns pelo estudo. o/

    ResponderExcluir
  2. Por mais que eu me afaste do papel, depois de um tempo, como a terra dando voltas ao redor do sol, sempre preciso voltar para o papel. É tão difícil, que às vezes, coloco uma folha de papel sobre a mesa digitalizadora para me sentir confortável. Coisa de louco, mas funciona. Sei que não é lápis ou tinta de verdade, mas o psicológico fica calmo.

    Esse controle de variação de peso é fantástico, mas depois que eu peguei firme no Photoshop, com alguns pinceis do Kyle T., meio que fiquei apaixonado pela capacidade de expressão artística do pincel livre. É como se eu estivesse desenhando com caneta ou pincel real, aquele traço arranhado, a linha retalhada e suja. Incrível! Ainda vou falar sobre isso. Só não tive tempo.

    Que bom que gostou desses testes, adorei esses pinceis para Manga. Quanto ao emprego, imagine só você, tudo que eu já publiquei sobre arte e tal, eu trabalho como diagramador para pagar as contas, por que depois de cinco anos, não suporto mais fazer isso. De certa forma, esse quadrinho é um espelho de uma conversa minha com minha consciência.

    Abraços!

    ResponderExcluir

Aguarde um pouco. Assim que eu ler seu comentário, ele será publicado e terei o maior prazer em respondê-lo.

Agradeço por comentar!

Um abraço e até breve.