quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Pumpion finalizado

Saudações caros visitantes!

Pessoal, a ano de 2017 já começou, então vamos voltar aos estudos?

Há um tempo,  fiz um estudo com o PaintToolSAI com o desenho dessa abóbora mutante, o Pumpion. Ele é um híbrido de abóbora de halloween com escorpião. Se você quiser conferir, acesse a postagem onde falei melhor sobre esse estudo clicando aqui.


O ano já começou a todo vapor e uma das minhas metas, era finalizar esse desenho tão breve quanto possível. Estou pintando ele desde que finalizei o lineart, fazendo um pouco a cada dia, mas ontem aconteceu uma coisa engraçada. Percebi que a pintura que estava sendo feita, não tinha nada haver com a proposta que queria para esse estudo. Foi então que resolvi pintar o cenário e tive certeza, precisaria refazer toda a pintura.

Em uma noite, pintei o cenário e refis toda a pintura, corrigindo a iluminação e as cores antigas. O resultado vocês podem ver a seguir:


E quanto ao processo, aprendi uma coisa muito importante, o cenário de uma pintura é tão importante quanto a própria pintura. Pois é ele que define o clima, a iluminação, a tensão da cena, a necessidade de se investir em detalhes ou de eliminá-los, a necessidade de deixar uma pintura mais viva, ou mais soturna, lúgubre e por aí vai.

Ou seja, é extremamente importante, montar um cenário, mesmo simplificado, para que uma pintura fique completa. Ele é o contexto que justifica a existência de um ser como o que criei. Então minha proposta para o blog esse ano é justamente essa, pretendo estudar a pintura de cenários e dos elementos que os compõem.

Antes de finalizar essa postagem, vou mostrar o processo de construção dessa pintura.


Observem a imagem acima, é do cenário, sem o personagem. Para construir essa cena, utilizei uma layer com o fundo preto e em outra, fiz o desenho da neblina mais distante. Em seguida, com um pincel retangular, vazei as árvores de forma bem simplificada, já que essa não é a área principal da pintura. Em seguida, acrescentei mais duas layers, uma com a neblina que está mais próxima ao personagem e a outra com a cor do solo.



Um dos pontos mais trabalhados nessa pintura foi a iluminação, melhor dizendo, a iluminação foi o que me fez mudar toda a pintura. Na primeira versão da "pele" do personagem, imaginei o ele todo cheio de high-lights, texturas e reflexos de luz que vinham de lugar nenhum. Por isso foi tão importante trabalhar novamente esse ponto. O personagem tanto estava em um local escuro quanto era uma das únicas fontes de luz da cena. 

Vejam na imagem do globo acima, o primeiro estudo de referência de cor que fiz para a pintura da superfície principal do personagem.

E enfim, a layer da pintura do personagem sem o lineart.


Não sei se isso é bom ou ruim, mas virou hábito fazer a pintura inteira em uma camada, apenas acrescentando camadas de efeitos depois. Na imagem acima, vocês podem ver como eu construí a pintura principal e todas as suas variações de sombra, luz e textura.

E aí, gostaram do resultado? Não posso dizer se o ficou bom ou ruim, o importante é que eu concluí a pintura e que ela foi um dos mais completos estudos que já fiz e acho que essa é uma boa forma começar o ano.

Desejo à todos, um ótimo ano e espero poder postar com mais frequência daqui em diante. 

Abraços e até breve.

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